ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO PARA A ADAPTAÇÃO DAS COMUNIDADES URBANAS E RURAIS VULNERÁVEIS ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS, INCERTEZA, VULNERABILIDADE E RESILIÊNCIA (SESSÃO ESPECIAL – PARCERIA COM TEMÁTICO)

ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO PARA A ADAPTAÇÃO DAS COMUNIDADES URBANAS E RURAIS VULNERÁVEIS ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS,

INCERTEZA, VULNERABILIDADE E RESILIÊNCIA (SESSÃO ESPECIAL – PARCERIA COM TEMÁTICO)

 

Contextualização

A sessão discutiu os desafios do enfrentamento da vulnerabilidade às mudanças climáticas. Apontou que países que mais sofrem por causa de eventos naturais extremos, causados pelas mudanças climáticas são os que menos contribuem para as emissões de gases poluentes. As comunidades desses países que estão em uma situação de vulnerabilidade (social, geográfica e econômica), são vítimas de ações e interesses de outros países, são refugiados climáticos e, portanto, protegê-las é um desafio, visto que não estão no radar das principais pautas da agenda climática. A agricultura internacional é também um dos maiores agentes contribuidores para os problemas climáticos, pois muitas comunidades em situação de vulnerabilidade foram expulsas de suas terras originais em função de um agronegócio predatório. Eles são refugiados na cidade, vivendo em condições degradantes, porque a área rural está sendo explorada por esse mercado. No Brasil, a grande parte das comunidades em vulnerabilidade geográfica estão localizadas nas regiões sudeste e nordeste, por conta da exploração das terras (nordeste) as pessoas se movem cada vez mais para os polos industriais (sudeste) em busca de trabalhos. Além disso, na parte rural do Brasil a monocultura tem degradado o solo, diminuindo diversidade das plantações. Existem somente a adoção de medidas paliativas com essas comunidades em situações de vulnerabilidade.

Recomendações

Recomendou-se a motivação aos governos a tomarem ações sustentáveis e mais ecológicas, com vistas a um desenvolvimento sustentável de longo prazo. Além disso, recomenda-se o compartilhamento de experiências, especificamente, procurando conexões de diásporas para links globais e reconhecendo sinergias entre governos, como formas de compartilhar conhecimentos. Para isso é necessário suprir as dificuldades de comunicação entre cientistas e a comunidade, transformando dados climáticos em informações simples que podem ajudar a sociedade. Nesse sentido, três iniciativas tiveram destaque e são recomendadas como exemplos: CEMADEM (monitoramento de indicadores pluviométricos para comunidades pequenas), PREPData (plataforma que contempla dados históricos coletados com as comunidades) e os Tours Tóxicos feitos em South Durban, África do Sul.

Conclusões

Conclui-se que todos são responsáveis pelas mudanças climáticas, mas em diferentes níveis. As mudanças climáticas afetam todos os países, inclusive os ricos, porém a África é o continente que menos contribui para as mudanças climáticas globais, e é o que mais sofre. Resolver os problemas passa por compartilhar conhecimento e tomar ações mais sustentáveis em níveis governamentais. Assim é importante compartilhar o conhecimento e não privatizá-lo e tratá-lo como um produto econômico.

COORDENAÇÃO
MIRIAM DUAILIB – BRASIL

RELATORES
ELIANE ARAÚJO – BRASIL

PAINELISTAS
ALLAN YU – BRASIL
MIRIAM DUAILIB – BRASIL
PATRICIA E. PERKINS – CANADÁ
OSCAR RIVAS – PARAGUAI
MARRY GAVIN – ÁFRICA DO SUL

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