MONITORAMENTO SOCIAL DA ÁGUA: INSTRUMENTOS E MECANISMOS DE MONITORAMENTO PARTICIPATIVO DA QUALIDADE DA ÁGUA EM ÁREAS RURAIS E PERIURBANAS (SESSÃO ESPECIAL – PARCERIA COM TEMÁTICO)

MONITORAMENTO SOCIAL DA ÁGUA: INSTRUMENTOS E MECANISMOS DE MONITORAMENTO PARTICIPATIVO DA QUALIDADE DA ÁGUA EM ÁREAS RURAIS E PERIURBANAS

(SESSÃO ESPECIAL – PARCERIA COM TEMÁTICO)

 

Contextualização

A sessão discutiu a importância do monitoramento dos recursos hídricos de uma forma participativa, de forma a alcançar e inserir a participação social nesse processo, a fim de obter informações sobre a qualidade da água e relatar a degradação dos espaços naturais, especialmente no contexto atual onde a escassez e a má qualidade da água comprometem o acesso a esse recurso em boas condições. Muitas comunidades no mundo sofrem devido à má qualidade da água que trazem doenças e mazelas, causadas por muitas vezes por enchentes, efeitos de monções oceânicas, mineração e agricultura, portanto é necessário que essa população possa avaliar a água e informar aos órgãos competentes (estar em constante comunicação) para garantir sua segurança hídrica.

Recomendações

Durante a sessão recomendou-se que os governos e órgãos competentes busquem formas de acessar as comunidades, para promover a construção colaborativa da metodologia para o monitoramento dos recursos hídricos; que aconteça a descentralização da gestão e monitoramento dos recursos hídricos; criem-se instrumentos em que a população possa monitorar e denunciar às autoridades possíveis alterações na qualidade e quantidade da água; os mecanismos tenham formato com linguagem acessível à população para que possam ter autonomia na coleta, na interpretação e transmissão dos dados; reconhecimento ao valor imaterial da água, dando atenção às comunidades tradicionais, pois estas agregam valor espiritual à água encontrada em seus territórios; e finalmente integração do monitoramento da água e sua associação com indicadores sociais, econômicos e ecológicos.

Conclusões

Instrumentos de participação possibilitam a gestão e controle local, permitem comunicar o surgimento de nascentes, avaliar a qualidade da água, denunciar a degradação, que são iniciativas que buscam a capacitação para a coleta e interpretação dos dados pela sociedade, entendendo seus costumes e inserindo essa avaliação em uma linguagem local são extremamente importantes para a promoção do empoderamento comunitário e para a melhoria do monitoramento dos recursos hídricos e trazem maior representatividade das comunidades na gestão. Iniciativas como o aplicativo Água para o Futuro (do estado de Mato Grosso), Flow (Holanda) ou o Guia de Embaixadores da Água (Índia) propõem uma gestão descentralizada da água e devem ser divulgados como exemplos de iniciativas que funcionam.

COORDENAÇÃO
JOÃO BOSCO SENRA – BRASIL
SANDRA AKEMI SHIMADA – BRASIL

RELATORES
ALINE MARCIMIANO DE LIMA – BRASIL

PAINELISTAS
EKLAVIA PRASADA – ÍNDIA
SATOKO KISHIMOTO – HOLANDA
MALU RIBEIRO – BRASIL
LIA VASCONCELOS – BRASIL
CARLOS DÍAS – HOLANDA
GERSON BARBOSA – BRASIL

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